Mostrando postagens com marcador Participação Política. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Participação Política. Mostrar todas as postagens

20.8.11

Geração Informação


     Fazer parte de uma geração significa compartilhar um momento da história, os mesmos acontecimentos, o mesmo contexto, as mesmas imposições de um sistema social, enfim: angustias semelhantes.
           Com a modernidade o indivíduo passou a deter os rumos de sua vida, a sonhar, a tomar as rédeas de sua existência. O indivíduo passa a ter um projeto de vida, a se colocar no mundo de forma a conquistá-lo e transformá-lo. Ao longo do seculo XX o indivíduo, forçado por constrangimentos sociais, passa a estruturar sua vida a fim de cumprir com as funções sociais (ser criança, jovem, adulto, pai/mãe, avô/avó, idoso). Surge a ideia de juventude, um período da vida em que a pessoa sai da infância para descobrir seu lugar no mundo.
      Após a segunda Guerra Mundial, a idéia de geração ganha força, sobretudo por conta da padronização de hábitos devido ao surgimento da indústria cultural que alavancou o consumo em massa.
É freqüente ouvirmos sobre da geração de 1968 como uma geração que quebrou paradigmas, padrões, inovando em comportamento. Da geração de 1980 como uma geração baseada em grupos: punks, rockeiros, anarquistas etc. E a nossa geração? Quais são as características? Díficil saber, a história já nos ensina que é mais fácil analisar os fenômenos com distamento histórico do que analisar vivenciando-o.
De qualquer forma há alguns elementos que já marcam a geração de jovens
na atualidade. Esta geração já é chamada por alguns de geração Y haja vista que possuem as seguintes caractarísticas:

  • Fácil acesso a internet
  • Consegue manusear diferentes instrumentos de tecnologia
  • Produz e dissemina informação através da internet
  • Não aceita consumir informação sem criticar.
  • Faz diversas e diferentes coisas ao mesmo tempo
  • Ansiedade e stress

São jovens que cresceram na era da tecnologia, conversam pelo MSN, gtalk, facebook com diferentes pessoas do mundo.
Esta juventude está usando a tecnologia como instrumento poderoso para romper lógicas de poder. O caso mais surpreendente está ocorrendo no mundo árabe – a chamada primavera árabe -, contestação de regimes autoritários por parte da população. Toda mobilização iniciou-se por jovens usando a internet para discutir o governo e marcar encontros para contestar o regime.
Esta é uma característica desta geração, já não se adéquam ao formato dos partidos e dos movimentos, querem participar politicamente, mas questionam os processos e estruturas de poder presentes em tais organizações. As grandes utopias: socialismo, comunismo, anarquismo e outros ismo são projetos distantes. Questionam a realidade através das ferramentas que têm, mas sem ter um projeto de sociedade claro. Este talvez seja a limitação desta geração, tem um potencial grande, mas sem um projeto claro de sociedade.
A história se encarregará de mostrar os desdobramentos deste fenômeno. Segue um vídeo interessante, apesar de ser feito pela indústria cultural, sintetiza os principais elementos desta geração.




Heber Rocha

Leia Mais ►

6.7.11

Salário dos professores: Um elemento necessário, mas não suficiente.

O debate sobre os salários dos profissionais da área da educação é de suma importância, sei disso porque sou pedagoga. 
Podemos reduzir os discursos numa visão minimalista, como no caso a questão salarial dos professores? Acredito que não. Sabemos que a educação se degrada por diferentes e variados fatores, a questão salarial é sim uma e não podemos deixá-la fora desta discussão.
O difícil é que em virtude da baixíssima qualidade de ensino que os professores receberam em suas formações iniciais ou continuadas, o debate com nossa categoria acaba sendo diminuído a um tópico das nossas necessidades. O fato é que o salario influencia sim diretamente a qualidade de ensino, porque comprovadamente um professor com mais acesso a materiais e eventos culturais, que numa sociedade capitalista e de consumo como a nossa custam caro, pode sim diferenciar sua atuação profissional dentro da sala de aula. Assim como os recursos e infraestrutura encontradas de maneiras distintas nas escolas particulares e públicas também influenciam na preparação e disposição desse professor em pensar suas aulas e dinamiza-las.
Porém acredito que a principal discussão deva girar em torno desse profissional como cidadão critico e consciente da sua atuação profissional e politica dentro da sociedade. O que a meu ver sua formação, seja inicial ou continuada, não lhe deu o suporte necessário. Todos esses aspectos devem ser vistos pelos governos no momento de suas escolhas e deliberações, assim como os incentivos e diretrizes que deveriam visar, de forma mais contundente, a qualidade da formação dos profissionais aliada a todos os outros fatores que englobam e evidenciam o déficit educacional brasileiro que são: a questão salarial, a quantidade de alunos por turma, o aporte pedagógico especializado, a estrutura material e outras tantas questões já discutidas na grande mídia. Mas o diferencial está, a meu ver, no aporte humano, no tipo de sociedade que se perpetua, já que profissionais da educação não recebem um bom ensino, como transmitirão um conteúdo de qualidade? É uma dúvida, um debate, uma questão interessante. De que forma os governos estão olhando estas questões?
Alguém já parou para pensar, numa esfera mais próxima a nós, como aqui na prefeitura de Guarulhos através da Secretaria de Educação, que escolheu uma faculdade particular de péssima qualidade e baixos índices no Enade, como a Torricelli, para ser o local de formação de seus professores, enquanto temos a UNIFESP, uma universidade pública e conceituada dentro da nossa cidade?
Eu acredito que nossa critica deva partir daí.  E vocês no que acreditam?

Fabiana Lopes Rodrigues
Professora SME Guarulhos
Pedagoga - Unifesp - Campus Guarulhos
Leia Mais ►

20.6.11

Análise da Conferência Municipal de Juventude de Guarulhos


No último dia 18 de junho ocorreu a II Conferência Municipal de Juventude de Guarulhos, com mais de mil jovens, mostrando o mosaico e diversidades que compõem a juventude, ou melhor, as juventudes. Diversos segmentos participaram: Cursinhos Pré-vestibulares Comunitários; programas sociais de juventude; grupos de jovens evangélicos; Pastoral da Juventude; grupos culturais; estudantes secundaristas e universitários, etc.
                Este quadro plural da composição do segmento juvenil reafirma a necessidade da formulação e implantação de políticas públicas antenadas com a especificidade de cada segmento. Durante a Conferência foram discutidos quatro eixos temáticos: sistema municipal de juventude; plano municipal de juventude; integração e articulação de políticas públicas de Juventude e; Juventude, democracia, participação e desenvolvimento nacional. Após estes debates foram eleitos os representantes da sociedade civil que farão parte do Conselho Municipal da Juventude.
                O resultado da eleição para a composição das vagas do Conselho mostra um resultado interessante do ponto de vista político. A II Conferência consolida algo que se iniciou na primeira, a hegemonia de movimentos populares das juventudes de periferia. Os Cursinhos Pré-vestibulares Comunitários mostraram que se tornaram atores juvenis chave no cenário político de Guarulhos, influenciando as principais decisões sobre políticas de juventude e formando novas gerações que questionam a ordem estabelecida. Além disso, os grupos culturais, a PJ e grupos de jovens evangélicos que trabalham nas periferias se organizaram e tiveram seu espaço no Conselho.
                Diante disso, o Conselho Municipal de Juventude de Guarulhos pode ser considerado um conselho popular, no sentido mais largo da palavra. A ocupação deste espaço ocorreu a partir da composição de um campo largo que milita nas periferias da cidade. Um resultado que foge muitas vezes do padrão de disputa de conferências cheio de acordos de grupos partidarizados, relegando a um segundo plano a inserção e participação dos movimentos. A composição do conselho de forças populares reforça a pauta de políticas públicas de combate as desigualdades sociais, como o fortalecimento de programas sociais de transferência de renda para jovens de baixa renda (PROJOVEM, POJ – Programa Oportunidade ao Jovem - e outros), criação mecanismos de transferência de renda para jovens de cursinhos pré-vestibulares comunitários como a proposta de bolsa cursinho levantada na conferência. Além destas políticas de combate a desigualdade social, o fortalecimento de pautas tais como a democratização da produção e circulação de bens culturais, o ensino integral com atividades culturais, esportivas e de lazer foram temas defendidos na conferência.
                Outro elemento a ser destacado na conferência é o nome da chapa vencedora formada pelos movimentos populares “Campo democrático, popular e socialista”.  O socialismo continua no horizonte de grupos de juventude, comprovando que não estão contentes com a dinâmica que o sistema capitalista impõe às suas vidas. Nas discussões em sala ficou claro que os direitos básicos de cidadania, sobretudo dos jovens pobres de periferias dos grandes centros urbanos, só serão assegurados na medida em que a ordem vigente for questionada. Os jovens neste sistema são muitas vezes vistos somente enquanto mão de obra barata para o mercado de trabalho. As conferências de juventudes servem de espaços para que estas juventudes de periferias gritem contra a opressão que sofrem do capital.
                Agora desafio que se coloca para o conselho é continuar dialogando com todas as juventudes do município para a elaboração do plano municipal de juventude que é um instrumento que o Poder Público dispõe para orientar as suas ações à juventude. Portanto, agora o foco deve ser na elaboração do plano e o fortalecimento da pauta juventude para dentro dos governos.

Heber Rocha & Lígia De Locco
Militantes do movimento social Cursinho Comunitário Pimentas
Leia Mais ►

6.5.10

Os cursinhos comunitários enquanto movimento popular


No dia 25 de abril ocorreu o primeiro Fórum dos Cursinhos Pré-vestibulares Comunitários , onde 7 cursinhos da cidade se encontraram, compartilhando experiências e formulando novas estratégias políticas de enfrentamento as desigualdades sociais e suas conseqüências, dentre elas o problema do acesso dos pobres à Universidade Pública.
Leia Mais ►