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23.2.11

Gestão Pública da Cultura (2)



No post anterior, destaquei três aspectos culturais frequentemente mobilizados pelos “gestores públicos” da cultura. Faltou salientar que esses aspectos não são excludentes e geralmente caminham lado a lado no cotidiano da administração pública da cultura. Neste post pretendo fazer uma breve descrição dos diferentes e históricamente mais recentes Modelos de Gestão do setor cultural. Cada um desses modelos baseia-se em ideias hegemônicas distintas: populismo, autoritarismo e neoliberalismo. Na história brasileira não é difícil de situar cada um desses três modelos.
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15.2.11

Gestão Pública da Cultura (1)



A relevância da Cultura para os órgãos de gestão pública é o primeiro aspecto, e o mais importante, que deve ser tratado ao se falar de gestão cultural. Diversos órgãos de importância internacional já alertaram os dirigentes de todos os cantos do planeta para a centralidade da cultura em qualquer Plano Estratégico de Estado que vise o desenvolvimento humano. A “Agenda 21”, aprovada em 2004, defende que a diversidade cultural é o maior patrimônio da humanidade. Diga-se de passagem, a Alemanha nazista provou e deixou marcado na história, da forma mais criminosa possível, o papel nuclear e estratégico da cultura.
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7.2.11

Pensar e agir em prol da cultura


          A cultura é o pensamento de um povo, de uma nação, de uma região; é o conjunto de valores, comportamentos, símbolos, sentidos e significados constantemente reelaborados. Enquanto modo de vida, a cultura exprime as peculiaridades de cada sociedade, etnia, grupos e etc., influencia nossas atitudes, ideias e valores. Sobretudo, a cultura compõe nossas identidades e relações sociais.

Refletir sobre ela não é uma tarefa fácil, pois divide opiniões e engloba complexidades. Compreender suas extensões e particularidades é uma tarefa complicada, mas extremamente importante na construção de uma nova compreensão de mundo.

Nesse sentido, é preciso ir além da retórica e agir em prol da democratização dos espaços culturais, do debate sobre a pluralidade cultural, oportunizando apresentações artísticas e momentos de reflexão sob as mais variadas temáticas, afinal a cultura possui incomensuráveis interfaces e transpassa diversas áreas e questões.

      Na periferia diferente dos grandes centros urbanos, seus moradores apesar de marginalizados pela escassa infra-estrutura urbana e pela ausência de espaços de lazer e entretenimento, não estão unicamente fadados à influência da indústria cultural, afinal as pessoas não apenas sobrevivem nos bairros pobres, mas vivem e protagonização soluções criativas para a situação de abandono e exclusão social.

É preciso romper com o rótulo impresso aos moradores das periferias vistos como simples consumidores de uma a cultura criada e distribuída somente do centro ou "elite" disseminada pela tão poderosa indústria cultural. Não estamos qualificando as produções culturais, mas problematizando essa domesticação imposta pela indústria cultural, tão qual apontavam os frankfurtianos.

Acreditamos que através do compartilhamento, respeito e diálogo podemos nos aproximar aos movimentos culturais que acreditam no poder transformador da cultura e na potencialidade dos artistas, moradores e colaboradores “periféricos”. Acreditamos ainda, que a cultura é o mais singular de uma comunidade, e que por isso é preciso conhece-la, respeita-la e sempre que necessário fomenta-la, afinal não é esse nosso papel de militantes e apreciadores da cultura popular?


Bárbara Cristina Sá
Cientista Social - UNIFESP
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6.12.10

Lula Sanciona o Plano Municipal de Cultura


O Presidente Lula sancionou a Lei que cria o Plano Nacional de Cultura (PNC), na última quinta-feira (02.12), durante a cerimônia de premiação da Ordem do Mérito Cultural, no Rio de Janeiro. O PNC é mais uma conquista dos setores envolvidos direta e indiretamente nos assuntos culturais locais, regionais e nacionais.
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13.2.10

Política Cultural


Um Mandato Popular e de Esquerda não pode pensar em cultura se não como um processo de produção coletiva de conjuntos de significados que nos permitem entender o mundo em que vivemos e interagir conscientemente com as pessoas, a natureza e os objetos ao nosso redor. Deixar essa concepção escapar é entregar de bandeja a consciência coletiva nas mãos de empresários, propagandistas e marketeiros, cujas preocupações para com o desenvolvimento humano são a mesma de uma boneca Barbie.
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